4 de fevereiro

Largado por Zoto | largados comentaram ( 6 ) | Visualizações: 81


6 respostas para “TRIBUNA LIVRE”

  1. Piteco disse:

    Bom-dia,Divas…

  2. anônimo disse:

    Thuga agora estás pronta para conquistar o Piteco.

  3. Máximo Ternura disse:

    Piteco e seu new luv, JG.
    Amor, traga-me café da manhà na cama?

  4. Beto, o laranja disse:

    Pit se achando logo pela manhã, mas muito tristonho por alguma falta…

  5. Joelmo disse:

    Todo adulto é um adúltero. Não precisa ser fiel a mais nada.
    Se ele continua apegado a antigas convicções, antigas preferências e antigas manias, é um preguiçoso que se acomodou, escolheu viver de forma repetitiva, no piloto automático, cansado para novos entusiasmos. Está aguardando a morte sem aproveitar a liberdade que a maturidade lhe daria, caso tivesse amadurecido. Se ainda está agarrado ao que lhe definia a…os 18 anos, então não saiu mesmo dos 18.

    Um adulto de verdade, bem acabado, trai a si próprio sem um pingo de culpa. Festeja a alforria que o acúmulo de vivência lhe trouxe de bônus. Tornou-se um condenado à morte com direito a centenas de últimos desejos.

    Um adulto é um adúltero que um dia jurou fidelidade eterna aos Beatles e aos Rolling Stones, mas que um belo dia cansou de conservá-los com naftalina e que resolveu confessar que já não consegue escutar Yesterday sem enfrentar náuseas e que se sente ridículo dançando I can´t get no satisfaction. Trocou o rock pelo neo soul, seja lá o que for isso. Escuta coisas que despertam sua atenção aqui e ali, estilos que gosta num dia e dispensa no outro, e segue em busca de novidades sem querer aterrissar em mais nenhuma “banda preferida” que o enclausure num perfil. Só não rasga a carteira de identidade porque o juízo se mantém.

    Um adulto é um adúltero que adorava o verão quando era um frangote, mas que ao abandonar as pranchas e ao se aproximar dos livros acabou criando uma predileção pelo inverno, até que o tempo passou mais um pouco e ele entendeu que a primavera e o outono é que eram cativantes pela ausência de extremismo, e agora, neste instante, voltou a preferir o verão, mas não assina embaixo, não tem mais firma reconhecida em cartório algum.

    Um adulto é um adúltero que deixou de ser fiel aos próprios gostos. Deu-se conta disso quando, ao frequentar a casa de amigos, reparava que serviam a ele sempre o mesmo prato: como explicar que virou um cafajeste gastronômico chegado a outros sabores? As conversas igualmente passaram a se repetir e ele se flagrou aceitando convites de estranhos – hoje é chegado a outros amigos também.

    Don Juan de si mesmo, já não tem cor que lhe assente, autor que o represente, estilo de vestir que o catalogue, pensamento que o antecipe, sonho que o enquadre, viagem que o carimbe. Só não muda de time porque restou algum caráter.

    Quanto ao amor, não é tolo. Sabe que quanto mais ele se abre para o mundo, quanto mais areja e celebra a própria vida, mais seguro estará nos braços de uma única pessoa, preservando a intimidade conquistada. Amor não é cor, música, esporte, estação do ano, ponto no mapa. Ele varia a si mesmo justamente para não precisar se procurar em mais ninguém.

    (Martha Medeiros)

  6. Beto, o laranja disse:

    5 – Olha Jô, concordei com tudo o que diz no texto, com apenas uma ressalva, sobre as musicas, (com todo respeito a quem gosta ), ”EU NÃO DÔ CONTA DE OUVIR ANITA, PABLA” e MUITAS outras porcarias…
    KKKKKKKKKKKKKKKKK

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