24 de novembro

Festa de arromba

Desconfiado de que a sua festa estava cheia de penetras, a certa altura da noite o anfitrião, Zé Mineirinho, sobe numa cadeira e grita:
— Os qui é convidado da noiva, por favor, vem pru meu lado direito!
Metade dos convidados caminham para o lado direito do Zé.
— I agora, os qui é convidado do noivo, por favor, fica do meu lado isquerdo!
Um monte de gente se juntou do lado esquerdo do Zé.
— I agora, oceis tudo trata di caí fora, cambada di vagabundo. Isso aqui não é um casamento, é uma festa di aniversário!


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23 de novembro

Um gaúcho entra na delegacia de polícia em Uruguaiana e dirige-se ao delegado:
-Vim me entregar, cometi um crime e desde então não consigo viver em paz.
– Tchê, disse o delegado, as leis aqui são muito brabas e são cumpridas. Se tu és mesmo culpado, não terá apelação nem dor de consciência que te livre da cadeia. Mas fala…
– Atropelei um petista na estrada BR-472, perto de Itaqui.
– Ora xirú, como tu podes te culpar se estes petistas atravessam as ruas e as estradas a todo tempo?
– Mas o vivente estava no acostamento.
– Se estava no acostamento é porque queria atravessar; se não fosse tu, seria outro qualquer.
– Mas não tive nem a hombridade de avisar a família daquele coitado, sou um porqueira!
– Bueno, se tu tivesse avisado haveria manifestação, repúdio popular, passeata, repressão, pancadaria e morreria muito mais gente. Acho o senhor um pacifista, merece uma estátua.
– Mas senhor delegado, eu enterrei o coitado ali mesmo, na beira da estrada.
– Tá provado, tu és um grande humanista… enterrar um petista… és um benfeitor. Outro qualquer o abandonaria ali mesmo para ser comido por urubus e outros animais, provavelmente até hienas.
– Mas enquanto eu o enterrava, ele gritava: estou vivo, estou vivo!
– Garanto que era mentira dele. Esses petistas mentem o tempo todo. Você não viu o mensalão?


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22 de novembro

A periguete vai ao médico e diz:
– Doutor, estou com dengue, mas quero muito ir ao baile funk.
E o médico:
– Calma, minha filha. Vamos tratar de uma doença por vez.
***


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21 de novembro

Fui a uma festa de despedida de solteiro em uma chácara aqui perto. Muita cerveja, uísque, vinho. A noite prometia. Galera animada. Saí de lá nem sei que horas. Travado! Indo pela rodovia, avistei algo que se tornou o terror dos festeiros… Uma blitz!
Comecei a rezar para tudo quanto era santo. Mas fui sorteado. Quando parei, quase atropelei o guarda. estava ruim. O guarda pediu para eu descer do carro. Quase não consegui. Aí o pesadelo aumentou. Ouvi o que qualquer bêbado teme:
– Vamos fazer o teste do bafômetro!
Tô frito! Pensei. Quando os santos resolveram me atender. Um caminhão bate na outra pista e espalha toda a sua carga… Os guardas imediatamente me dizem:
– Vá embora, vamos socorrer aquele acidente!
Eu, mais que depressa (ou pelo menos tentando), entrei no carro e fui embora.
Feliz da vida. Hoje é meu dia de sorte, pensei. Cheguei em casa, guardei o carro e, após agradecer aos santos pelo meu dia de sorte, fui dormir. Estava feliz.
No outro dia, minha filha me acorda às 7 da manhã me perguntando:
– Pai, de quem é aquela viatura da polícia estacionada dentro da nossa garagem?

***


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20 de novembro

PONTO DE VISTA
***
Duas mulheres conversando:
– Como foi sua transa ontem?
– Uma catástrofe! Meu marido chegou do trabalho, jantou em 3 minutos, depois fizemos sexo durante 4 minutos e após 2 minutos, ele já estava dormindo!
E a sua, como foi?
– Foi fantástica! Meu marido chegou em casa levou-me para jantar fora e depois passeamos à pé, durante 1 hora até voltarmos para casa. Após 1 hora de preliminares à luz de velas, fizemos sexo durante 1 hora e, no fim, ainda conversamos durante mais 1 hora!
Os dois maridos conversando:
– Como foi tua “trepada” ontem?
– Foi fantástica! Cheguei em casa e o jantar estava na mesa; jantei, dei uma rapidinha e dormi feito pedra!
E a sua?
– Uma catástrofe! Cheguei em casa e tinha faltado energia. Tive que levar minha mulher para jantar fora. A comida foi uma porcaria e caríssima, tãocara que fiquei sem dinheiro para pagar o táxi de volta. Tivemos de voltar a pé, chegamos em casa e como ainda não tinha eletricidade, fomos obrigados a acender velas! Eu estava tão estressado que precisei de 1 hora para fazer o “pau” levantar e mais outra para conseguir gozar. Fiquei tão irritado que perdi o sono e tive de aguentar mais uma hora de conversa fiada.
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19 de novembro

Com dores lombares, fui consultar um ortopedista famoso.
Após olhar a radiografia, ele receitou anti-inflamatórios e teceu considerações a respeito da coluna lombar, cervical, nervo ciático, disco inter vertebral, etc..
Eu então lhe perguntei:
– Doutor, o que será que eu estou fazendo que pudesse ter originado essas dores terríveis?
Sua resposta:
– ANIVERSÁRIOS, Minha Santa. Muitos aniversários, ano após ano…
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18 de novembro

Ao sair do boteco, todo embriagado, consegue chegar em casa com muito custo. Abre a porta e vai correndo para o banheiro. Assustado, corre para o quarto e acorda a mulher:
– Ô muié….Essa casa tá mal assombrada! Eu abri a porta do banheiro e a luz acendeu sozinha. Depois, fechei a porta e a luz apagou sozinha….
A mulher, p**da vida, grita:
– Filho da mãe! Você mijou na geladeira de novo!
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16 de novembro

Numa casinha simples de praia moravam o casal e seus três filhos. Um dia a mulher acordou, olhou pela janela e viu que a única vaquinha que eles tinham estava morta. A velha ficou desesperada. E agora? Como iam alimentar a família? A vaquinha era o único bem que tinham.
Deprimida, a mulher se suicidou. Quando o marido acordou e viu a mulher e a vaquinha mortas, não aguentou e teve um ataque cardíaco fulminante. O filho mais velho acordou e viu a situação. Tomou uma decisão drástica: foi até o mar para se afogar. Quando chegou na beira d’água, deu de cara com uma sereia:
– Eu sei o que aconteceu com a sua família – disse a sereia. – Mas se você transar comigo cinco vezes seguidas, eu trago todo mundo de volta. O cara mandou ver. Mas broxou na quarta vez. A sereia ficou p. da vida e o matou afogado.
Então o outro irmão acordou. Foi até o mar atrás do irmão mais velho e encontrou a sereia.
– Se você transar comigo sete vezes seguidas, eu trago todo mundo de volta – propôs a sereia. O cara mandou ver, mas na sexta ele não aguentou e broxou. E a sereia o matou afogado.
Então foi a vez do caçula. Ele foi até a praia e encontrou a sereia. – Se você me comer trinta vezes, eu trago todo mundo de volta – propôs a sereia.
– Trinta vezes? – o caçula pensou. – E se você não aguentar e morrer que nem a vaquinha?
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15 de novembro

O florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo.
Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu:
– Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O florista ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista.
Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:
– Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O padeiro ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.
Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo.
Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse:
– Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O deputado ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar cabelo…
***


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14 de novembro

A esposa, zangada com seu marido, liga;
Ela: ordinário, pilantra vagabundo onde você se enfiou?
Ele: Oi amor desculpa por não te ligar antes.
Ela: Onde você está, irresponsável?
Ele: Lembra daquela joalheria que você viu aquele anel de diamante que disse que tinha amado?
Ela: Sim amorzinho, paixão da minha vida…
Ele: Pois é, tô naquele bar que fica ao lado.

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13 de novembro

Pitágoras estava com um problema e não conseguia resolver. Além disso, não parava mais em casa.
A mulher dele, Enusa, aproveitava-se da situação e transava com os quatro cadetes do quartel ao lado.
Um dia, Pitágoras, cansado, voltou mais cedo para casa, pegou Enusa no flagra e matou os cinco, que faziam uma orgia.
Na hora de enterrar os safados, em consideração à esposa, dividiu seu terreno ao meio e de um lado enterrou apenas sua esposa. Do outro lado dividiu em quatro partes e enterrou cada cadete num quadrado igual, dessa forma os quatro ocuparam um espaço idêntico ao que ele enterrou sua esposa.
Subiu na montanha ao lado do cemitério para meditar e, olhando de cima para o cemitério, achou a solução do seu problema.

Era óbvio:
O quadrado da Puta Enusa era igual à soma dos quadrados dos cadetes.

Se tivessem me ensinado assim, nunca teria esquecido!
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12 de novembro

Dois baianos, primos, se apresentam no alistamento militar.
O sargento pergunta ao primeiro:
– Qual seu nome?
– É Tonho, meu rei
– Tonho nada… seu nome agora é Antonio…
– O que você veio fazer aqui?
– vim dar um tempo, meu rei
-Dar um tempo porra nenhuma… você veio servir à Pátria…
Apontando para a bandeira Brasileira pergunta:
-O que é aquilo lá?
-Uma Bandeira
– Errado… aquilo agora é sua mãe e terá que honrá-la todo dia
Pergunta para o segundo
Qual seu nome?
É Manoel
O que você Veio fazer aqui?
Servir à pátria
O que é aquilo? ( apontando para a bandeira)
Minha Tia, mãe do Tonho.
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11 de novembro

A língua portuguesa é uma das mais difíceis do mundo, até para nós.

*Na recepção dum salão de convenções, em Fortaleza…*

– Por favor, gostaria de fazer minha inscrição para o Congresso.

– Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?

– Sou de Maputo, Moçambique.

– Da África, né?

– Sim, sim, da África.

– Aqui está cheio de africanos, vindos de toda parte do mundo. O mundo está cheio de africanos.

– É verdade. Mas se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o berço antropológico da humanidade…

– Pronto, tem uma palestra agora na sala meia oito.

– Desculpe, qual sala?

– Meia oito.

– Podes escrever?

– Não sabe o que é meia oito? Sessenta e oito, assim, veja: “68”.

– Ah, entendi, “meia” é “seis”.

– Isso mesmo, “meia” é “seis”. Mas não vá embora, só mais uma informação: a organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material: DVD, apostilas, etc. Gostaria de encomendar?

– Quanto tenho que pagar?

– Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam “meia”.

– Hmmm! que bom. Ai está: seis reais.

– Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?

– Pago meia? Só cinco? “Meia” é “cinco”?

– Isso, “meia” é “cinco”.

– Tá bom, *meia* é *cinco.

– Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia.

– Então já começou há quinze minutos, são nove e vinte.

– Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia.

– Pensei que fosse as 9:05, pois *meia* não é *cinco*? Você pode escrever aqui a hora que começa?

– Nove e meia, assim, veja: 9:30.

– Ah, entendi, *meia* é *trinta*.

– Isso, mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado?

– Sim, já estou na casa de um amigo.

– Em que bairro?

– No Trinta Bocas.

– Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza! Não seria no Seis Bocas?

– Isso mesmo, no bairro “Meia” Boca.

– Não é “meia boca”… É um bairro nobre.

– Então deve ser “Cinco” Bocas.

– Não, Seis Bocas, entende, Seis Bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso Seis Bocas. Entendeu?

– Acabou?

– Não. Senhor é proibido entrar no evento de sandálias. Coloque uma meia e um sapato…
***


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8 de novembro

Aeroporto Santos Dumont, 15:30.

Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse.
Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão.
Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranquilo, o avião só sairia às 16:30.
Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto.
Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil falei:
– Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso jogar um barro.
Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda.
O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: ‘Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1 hora, devido a obras na pista.’
Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação cu a qualquer momento.
Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro.
O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado.
Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado.
Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu
autor. Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada. Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal.
Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de piedade, e confessei sério:
– Cara, caguei!
Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle.
– Que se dane, me limpo no aeroporto, pensei. Pior que isso não fico.
Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda.
Desta vez, como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés.
E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo a liberdade.
E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar. Afinal de contas, o que era um peidinho para quem já estava todo cagado…
Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez. Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas
viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pêlos do rabo junto.
Mas era tarde demais para tal artifício absorvente.
Tinha menstruado tanta m***a que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.
Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas.
Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei falta de
papel higiênico em todos os cinco.
Olhei para cima e blasfemei:
– Agora chega, né?
Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.
Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o ‘check-in’ e ia correndo tentar segurar o voo.
Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha despachado a mala com roupas.
Na mala de mão só tinha um pulôver de gola ‘V’.
A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.
Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis.
Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias mudaram de cor tingidas pela merda. Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar.
A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar.
Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar.
Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola ‘V’, sem camisa.
Mas caminhava com a dignidade de um lorde.
Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o ‘RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO’ e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria.
A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo.
Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir:
– Nada, obrigado.
Eu só queria esquecer este dia de merda. Êta dia FEDORENTO!
***


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7 de novembro

Contando um pouco das leis brasileiras para um amigo estrangeiro
Quando você viajar ao exterior conte um pouco sobre as leis brasileiras ao seu amigo norte-americano ou europeu e até argentino. Explique para ele assim:
Se você for com sua esposa, seus filhos, noras, genros, netos, almoçar fora no domingo e tomar 1 ou 2 chopps, ou 1 ou 2 copos de cerveja no almoço e for parado numa blitz, você paga uma multa de R$ 1.960,00, tem a carteira cassada por um ano, o carro apreendido e vai preso. (Lei Seca)
Se você comer 1, 2 ou 3 bombons de licor, tomar xarope para a tosse ou tomar alguns comprimidos de homeopatia e for parado numa blitz, você paga uma multa de R$ 1.960,00, tem a carteira cassada por um ano, o carro apreendido e vai preso. (Lei Seca)
Se você fumar maconha, fumar crack, cheirar cocaína, tomar comprimidos de ecstasy, injetar heroina ou ópio e for parado numa blitz, nada vai acontecer. (As autoridades estão equipadas com bafômetros que detectam apenas ingestão de substâncias alcoólicas)
Se você roubar, assaltar, estuprar, atropelar e até matar alguém, com um bom advogado, o máximo que vai acontecer é você esperar o julgamento em liberdade e se for condenado como réu primário, ir para o regime semi-aberto. E se tiver bom comportamento só vai cumprir um terço da pena.
Já se você roubar milhões de reais do povo ou dos cofres públicos, várias coisas podem acontecer: pode se eleger deputado ou senador, pode passar 15 dias num resort na Bahia em companhia da amante, pode ser eleito presidente do Senado, pode ser nomeado ministro ou presidente de uma agência controladora.
E mais um detalhe: se você tiver menos de 18 anos completos, aí você pode beber e dirigir como quiser, roubar, assaltar, estuprar e matar à vontade, que não tem problema algum. Você não pode ser preso porque é criança.
Agora o melhor de tudo: se você tem uma arma em casa, comprada regularmente depois de passar por todas as dificuldades da compra, com todos os atestados, testes e documentos apresentados e tiver a infelicidade de atirar em um bandido que entrou na sua casa para roubar o que é seu, será preso por tentativa de homicídio e terá que pagar indenização ao bandido por danos físicos e morais. Pior ainda se o bandido for menor. Aí você está lascado mesmo.
E se por acaso ele estiver desarmado, aí é caso de tentativa de homicídio qualificado, sem possibilidade de defesa da vítima. Portanto cuidado: se um bandido entrar na sua casa, antes de atirar pergunte educadamente o que ele deseja, pergunte se ele está armado e pergunte se ele é menor.
Agora veja a cara do seu amigo estrangeiro. Ele está pensando se você é gozador, mentiroso ou ignorante mesmo.
Afinal você é brasileiro.
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