23 de agosto

A turma de amigos quarentões discutia onde jantar.
Finalmente concordaram que seria no Café Ritz, porque “a garçonete é muito gostosa”.

10 anos depois, aos 50, se encontram de novo e discutem pra lá e pra cá, para resolver onde jantar. Por fim, resolvem ir ao Café Ritz, porque “a comida é muito boa e a seleção de vinhos excelente”.

Passados 10 anos, aos 60 agora, voltam a se reunir e tocam a discutir onde deveriam jantar. Após muito bate-boca, chegam a conclusão que devem ir ao Café Ritz, porque “é um lugar onde pode-se desfrutar uma refeição na paz e tranquilidade e o restaurante é de não fumantes”.

10 anos depois, já com 70, tornam a juntar-se para resolver onde se reunir para jantar. Agora, escolhem o Café Ritz, porque “tem fácil acesso para cadeiras de roda e até mesmo elevador”.

E passados mais 10 anos, com 80 no lombo, o grupo se encontra uma vez mais para decidir onde jantar.
Enfim, resolvem ir ao Café Ritz, porque “é uma ótima ideia experimentar um restaurante onde nunca foram antes”…
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22 de agosto

Dizem que aconteceu no Pará, em Abaetetuba,

Na cidade havia um senhor cujo apelido era Cabeçudo parece que o primeiro nome dele era Anderson. Nascera com uma cabeça grande, dessas cuja boina dá pra botar dentro, fácil, fácil, uma dúzia de Laranjas.
Mas fora isso, era um cara pacato, bonachão e paciente.
Não gostava, é claro, de ser chamado de Cabeçudo, mas desde os tempos do grupo escolar, tinha um chato que não perdoava. Onde quer que o encontrasse, lhe dava um tapa na cabeça e perguntava:
– Tudo bom, Cabeçudo?
O Cabeçudo, já com seus quarenta e poucos anos, e o cara sempre zombando dele…
Um dia, depois do milésimo tapão na sua cabeça, o Cabeçudo meteu a faca no zombeteiro e matou-o na hora.
A família da vítima era rica; a do Cabeçudo, pobre.
Não houve jeito de encontrar um advogado para defendê-lo, pois o crime tinha muitas testemunhas.
Depois de apelarem para advogados de Belém, São Paulo e do Rio, sem sucesso algum, resolveram procurar um tal de ‘Zé Caneado’, advogado que há muito tempo deixara a profissão, pois, como o próprio apelido indicava, vivia de porre.
Pois não é que o ‘Zé Caneado’ aceitou o caso? Passou a semana anterior ao julgamento sem botar uma gota de cachaça na boca!
Na hora de defender o Cabeçudo, ele começou a sua peroração assim:
– Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
Quando todo mundo pensou que ele ia continuar a defesa, ele repetiu:
– Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
Repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo juiz:
– Peço ao advogado que, por favor, inicie a defesa.
Zé Caneado, porém, fingiu que não ouviu e:
– Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
E o promotor:
– A defesa está tentando ridicularizar esta corte!
O juiz:
– Advirto ao advogado de defesa que se não apresentar imediatamente os seus argumentos…
Foi cortado por Zé Caneado, que repetiu:
– Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
O juiz não agüentou:
– Seu moleque safado, seu bêbado irresponsável, está pensando que a justiça é motivo de zombaria? Ponha-se daqui para fora antes que eu mande prendê-lo.
Foi então que o Zé Caneado disse:
– Senhoras e Senhores jurados, esta Corte chegou ao ponto em que eu queria chegar…
Vejam que: Se apenas por repetir algumas vezes que o juiz é meritíssimo, que o promotor é honrado e que os membros do júri são dignos, todos perdem a paciência, consideram-se ofendidos e me ameaçam de prisão, pensem então na situação deste pobre homem, que durante quarenta anos, todos os dias da sua vida, foi chamado de Cabeçudo e levou um tapa na cabeça!
Cabeçudo foi absolvido e o Zé voltou a tomar suas cachaças em paz.
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21 de agosto

Esta noite tive um pesadelo. Um pesadelo terrível. No pesadelo, me levanto da cama, olho no espelho e descubro… sou vesgo. Procuro freneticamente nos bolsos, para ver na minha foto de identidade se sou vesgo mesmo. Acho um passaporte e descubro que sou argentino. Não pode ser, meu Deus! Eu me sento inconsolável em uma cadeira! Porra, mas é uma cadeira de rodas, o que significa que além de ser vesgo e argentino, sou também deficiente físico! É impossível, digo a mim mesmo, que eu seja vesgo, argentino e deficiente físico…

“Pois é verdade!”, grita uma voz atrás de mim. É o meu namorado. Cacete! Sou também homossexual.
“Foi você quem pegou a minha seringa com a branquinha líquida?”, perguntou meu namorado. Oh, Deus! Vesgo, argentino, deficiente físico, homossexual e toxicômano! Desesperado, começo a gritar, a chorar, a arrancar os cabelos e… Oh, não!!! Não tem cabelos para arrancar, sou careca!!!

Toca o telefone. É meu irmão: “Desde que mamãe e papai morreram você só faz se entupir de drogas, vagabundeando o dia inteiro! Procura um emprego, arranja algum trabalho, sua bicha!” Pronto: sou vagabundo e estou desempregado. Tento explicar ao meu irmão que é difícil encontrar trabalho quando se é vesgo, argentino, deficiente físico, homossexual, toxicodependente, careca e órfão, mas não consigo, porque… sou mudo.

Transtornado, desligo o telefone com a única mão que tenho, e com lágrimas nos olhos vou até a janela olhar a paisagem. Milhões de barracos ao meu redor. Sinto uma punhalada no marca-passo: além de vesgo, argentino, deficiente físico, homossexual, toxicodependente, careca, órfão, mudo, maneta e cardíaco, sou também favelado.

Nesse momento, volta o meu namorado e diz: “Amor, olha só a notícia: perdemos do Vitória. Acabou a invencibilidade.”
Ah, não, aí é demais!!!!! Vesgo, argentino, deficiente físico, homossexual, toxicodependente, careca, órfão, mudo, maneta, cardíaco, favelado, vagabundo e desempregado… tudo isso eu agüento… mas corintiano… não! É demais. Isso não dá!!!

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20 de agosto

Toca o telefone:
— Alô, é o Trump?
— Sim, sou eu…
— Aqui fala a pessoa que comandou todos os ataques terroristas ao seu país. Gostaria de assumir a autoria de uma vez por todas.
— Ah é? Quem é você, qual é a sua nacionalidade?
— Meu nome é João. Sou brasileiro, e daqui no Brasil planejamos, comandamos e executamos todos os atentados ao seu país.
— Você tem noção do que está dizendo?
— Tenho sim, e repito: aqui do Brasil nós comandamos tudo.
— Você sabe que vamos bombardear a capital do seu país?
— Claro que sei e o senhor sabe por acaso qual é a capital do Brasil?
— Claro que sei! Todo o americano sabe que a capital do Brasil é Buenos Aires!
— Perfeito! É essa mesmo! Manda bomba!

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19 de agosto

Voltando de um cruzeiro pelo Brasil, o português comenta com um amigo:
– Nossa, como brasileiro é burro! Tonto, tonto, muito fácil de enganar.
– Como assim?
– Imagine só. Eu menti para um brasileiro no navio, falei que eu era gay, e o tonto veio me comendo a viagem inteira.

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18 de agosto

Gaucho, querendo comprar um burro, perguntou pro vendedor:
– Quanto custa?
– Vinte mil reais!
– Vinte mil? Tá doido, cara? Olha, eu dou dez mil no pau!
– Nada disso, só vendo o burro inteiro.

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17 de agosto

Zoto foi no hospital tomar uma injeção de benzetacil e perguntou ao enfermeiro:
– Vai doer?
– Hoje vai doer prá cacete, mas já amanhã não dói.
– Tudo bem. Então eu volto amanhã.

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16 de agosto

Diz o brasileiro:
– Quando fazemos sexo, a minha mulher grita tão alto que minha sogra, que mora no andar de baixo, escuta!
E o alemão:
– Isso não é nada, a minha mulher grita tão alto, mas tão alto, que a minha sogra, que mora na casa ao lado, escuta !
O português, do outro lado do balcão, dá uma gargalhada e diz:
– Ora pois, a minha mulher grita tanto, grita tanto, que eu escuto cá da padaria.

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15 de agosto

Uma mulher, num táxi, à noite, com a filha pequena.
No caminho, a menina vê mulheres rodando bolsinha.
— Mãe,o que aquelas mulheres estão fazendo?
— Esperando seus maridos saírem do trabalho.
O taxista rindo diz:
— Fale a verdade para a garota… Elas são prostitutas, estão esperando clientes que lhes paguem para fazer sexo!
Todos ficam calados até que a menina pergunta:
— Aquelas mulheres também tem filhos, mamãe?
— Claro filha… Como você acha que nascem os taxistas?

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14 de agosto

O médico da família consulta o Senhor Antônio.
— Senhor Antônio, quantas vezes por semana o senhor faz sexo com sua esposa?
— Duas vezes, doutor!
— Duas? Mas outro dia a sua esposa esteve aqui e disse que fazia sexo de dez a quinze vezes por semana!
— Sim, é verdade, mas é só até a gente terminar de pagar o apartamento.

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13 de agosto

O casal estava tendo uma briga feia no café da manhã.
O marido bate a porta e sai para o trabalho gritando:
– E além do mais, nem mesmo boa de cama você é!
Durante a manhã ele se arrepende e liga para casa para se desculpar.
– Por que você demorou tanto para atender? – diz ele.
– Eu estava na cama – responde ela.
– Mas o que você está fazendo na cama a esta hora? – retruca ele.
– Pegando uma segunda opinião.

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12 de agosto

Um avião cheio de políticos caiu no campo.
Três caipiras que viram o acidente foram até lá e enterraram todos.
Logo apareceu um helicóptero da força aérea, de onde desceu um oficial que perguntou:
– Vocês viram os políticos que estavam nesse avião?
– A gente enterrou “eles”, senhor.
– Mas vocês verificaram se algum estava vivo?
– Ah, moço, quando a gente perguntou, alguns até disseram que estavam. Mas o senhor sabe como político é tudo mentiroso…

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11 de agosto

Após uma longa viagem pela África, o sujeito desabafa com um amigo:
– Puxa, cara, tô mal, tô destruído!
– Mas o que foi? Você acabou de voltar de férias e já está com essa cara tão triste.
– Mas é que aconteceu uma coisa muito chata lá, né… Imagina que eu tava lavando o rosto na beira do rio quando apareceu um gorila enorme por
trás de mim. Ele me agarrou, me apertou … e me comeu!
– Nossa! Puxa… que chato… Mas quer saber? Esquece isso, ninguém precisa saber… Eu não vou contar para ninguém, e nem o gorila. Gorila não fala.
– Pois é, aí é que está. Gorila não fala, não escreve, não telefona, não manda notícias… eu não aguento mais!

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10 de agosto

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Contam que certa vez um casal pediu para consultar, juntos, o analista de Bagé. Ele, a princípio, não achou muito ortodoxo.

— Quem gosta de aglomeramento é mosca em bicheira… Mas acabou concordando.

— Se abanquem, se abanquem no más. Mas que parelha buenacha, tchê! . Qual é o causo?

— Bem — disse o home — é que nós tivemos um desentendimento…

— Mas tu também é um bagual. Tu não sabe que em mulher e cavalo novo não se mete a espora?

— Eu não meti a espora. Não é, meu bem?

— Não fala comigo!

— Mas essa aí tá mais nervosa que gato em dia de faxina.

— Ela tem um problema de carência afetiva…

— Eu não sou de muita frescura. Lá de onde eu venho, carência afetiva é falta de homem.

— Nós estamos justamente atravessando uma crise de relacionamento porque ela tem procurado experiências extraconjugais e…

— Epa. Opa. Quer dizer que a negra velha é que nem luva de maquinista? Tão folgada que qualquer um bota a mão?

— Nós somos pessoas modernas. Ela está tentando encontrar o verdadeiro eu, entende?

— Ela tá procurando o verdadeiro tu nos outros?

— O verdadeiro eu, não. O verdadeiro eu dela.

— Mas isto tá ficando mais enrolado que lingüiça de venda. Te deita no pelego.

— Eu?

— Ela. Tu espera na salinha.


Texto extraído do livro “O gigolô das palavras”, L&PM Editores – Porto Alegre, 1982, pág. 78.

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9 de agosto

Um gaúcho e um mineiro conversando. Diz o mineiro:
– Estou preocupado. Amanhã vou fazer uma cirurgia de hemorróida.
E o gaúcho:
– Bah guri!!! Cirugia de hemorróida aqui é chamada de queima de arquivo.

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