6 de julho

Três touros ficaram sabendo que o fazendeiro estava trazendo outro touro para o rancho.

Primeiro touro: “Estou aqui há cinco anos. Não vou dar a este novo touro nenhuma das minhas 100 vacas”.

Segundo touro: “Estou aqui há três anos e ganhei meu direito a 50 vacas. Vou manter todas as minhas vacas.”

Terceiro touro: “Estou aqui há apenas um ano e, até agora, vocês só me deixaram cobrir 10 vacas. Talvez eu não seja tão grande quanto vocês, mas vou ficar com todas as dez vacas”.

Nesse momento, um caminhão de 18 rodas estaciona no pasto, carregando o maior touro que já haviam visto. Com 2 MIL kg, cada passo que ele dá sacode a rampa de aço.

Primeiro touro: “Ahhhh … na verdade, acho que posso ceder algumas vacas para o nosso novo amigo”.

Segundo touro: “Eu … tenho muitas vacas para cobrir. Posso ceder algumas também.”

Eles olham para o terceiro touro e o encontram batendo com os cascos na terra, sacudindo os chifres e bufando.
Primeiro touro: “Filho, não seja tolo – deixe que ele tenha algumas de suas vacas e viva para contar a história”.

Terceiro touro: “Droga, ele pode ficar com todas as minhas vacas. 

Só quero que fique bem claro pra ele que eu sou um TOURO.” 


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1 de julho

Três mineiros e três paulistas foram de trem para uma conferência. Na estação, os três paulistas compraram um bilhete cada um, mas viram que os três mineiros compraram um só bilhete. Um dos paulistas pergunta:

— Como é que os três vão viajar só com um bilhete?

— Espera que você vai ver!, respondeu um dos mineiros.

O trem chegou na plataforma e todos embarcaram. Os paulistas foram para suas poltronas, mas os três mineiros se trancaram juntos no banheiro.

Logo que o trem partiu, o fiscal veio recolher os bilhetes. Ele bateu na porta do banheiro e disse:

— O bilhete, por favor.

A porta abriu só uma frestinha, e dela sai apenas uma com o bilhete. O fiscal pegou e foi embora. Os paulistas viram e acharam a ideia genial.
Então, depois da conferência, os paulistas resolveram imitar os mineiros na viagem de volta e, dessa forma, podiam economizar um dinheirinho. Dessa forma, compraram um bilhete só.

Para espanto deles, os mineiros não compraram nenhum.
Um paulista perguntou perplexo a eles:

— Mas como é que vocês vão viajar sem passagem?

— Espera que você vai ver!, respondeu um dos mineiros.

Todos embarcaram e os mineiros se espremeram dentro de um banheiro e os paulistas em outro banheiro ao lado.

O trem partiu. Logo depois, um dos mineiros saiu, foi até a porta do banheiro dos paulistas, bateu e disse (disfarçando o sotaque):

— A passagem, por favor!


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30 de junho

Sentado à beira da estrada, esperando para pegar infratores nas rodovias, um oficial de trânsito observa um carro vindo a 20Km/h.

Sabendo que isso é tão perigoso em uma estrada quanto andar acima do limite de velocidade, ele manda o carro parar no acostamento.

Quando se aproxima, vê dentro do carro 5 senhoras de idade, duas na frente e 3 atrás, com os olhos arregalados e brancas como fantasmas. 

A motorista, obviamente confusa, diz:

“Senhor, eu não entendo, eu não estava acima do limite de velocidade! Por que você me parou?” 

“Minha senhora”, disse o oficial, “Você sabia que conduzir devagar demais na estrada também pode ser perigoso?” 

“Devagar demais? Não senhor! Eu estava dirigindo a exatamente 20 quilômetros por hora, bem como dizia a placa lá atrás”, disse a senhora, orgulhosa de si. 

Entendendo o erro e tentando não rir, o oficial explica que 20 é o número da rodovia, a BR-020, não o limite de velocidade. Um pouco envergonhada, a mulher sorriu e agradeceu ao oficial por explicar tudo.  

“Antes de eu ir”, diz o policial, “eu tenho que perguntar, está todo mundo bem? Suas amigas parecem muito abaladas e não disseram uma palavra desde que eu parei vocês.” 

“Ah! Elas vão ficar bem daqui a pouco, oficial. É que nós acabamos de sair da BR-222”.


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23 de junho

— Vamos começar?

— Não sei, estou com medo!

— Medo de quê?

— Medo de doer.

— Um dia você vai ter que deixar.

— Acho que não.

— Confie em mim. Eu vou devagar.

— Como fico?

— Nessa posição.

— Assim?

— Abra mais um pouco.

— Ai, está doendo.

— Aguenta firme.

— Ai, que desconfortável. Assim vai doer mais ainda!

— Mas não tem outra forma.

— Não posso aguentar mais.

— Abra mais.

— Está doendo!

— Calma… Está quase lá… Vou tirar…

— Tirei!

— Que alívio!

— Até que não fomos mal.

— Ai, está sangrando.

— Sempre sangra um pouco.

— E se não parar?

— Claro que para.

— Como você sabe?

— Tenho experiência.

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23 de junho
A melhor piada já contada na Praça é Nossa

A melhor piada já contada na Praça é Nossa

Posted by Eterno Renato Aragão on Tuesday, November 26, 2019

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22 de junho

Um velho tinha um lago no fundo de suas terras.  

De tempos em tempos, ele dava uma volta pela propriedade para ver se estava tudo em ordem. 

Tomou uma cesta para aproveitar o passeio e colher umas frutas pelo caminho… Ao aproximar-se do lago, ouviu vozes animadas. 

Viu um grupo de mulheres que se banhavam completamente nuas. Surpreso, ele ficou parado, olhando.

Ao vê-lo, todas foram para a parte mais profunda do lago, mantendo apenas a cabeça fora da água. 

Uma das mulheres gritou: – Não sairemos enquanto o senhor não se afastar! 

O velho respondeu: – Eu não vim até aqui para vê-las nadar ou sair nuas do lago! 

Levantando o cesto, lhes disse: – Estou aqui para alimentar os jacarés…


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21 de junho

O avô, já bem velhinho, morava em uma cidade do interior e não visitava a família na capital há anos, e então decidiu passar uma temporada com a família.

No fim da tarde, seu neto, Júnior, que todos chamavam de Juninho, voltou da escola. Então o avô pergunta:

— Como é que vai, Juninho, tudo bem?

— Tudo numa boa, vovô.

— Como é que foi na escola hoje?

— Foi bom, vovô.

— Fala pro vovô alguma coisa que você aprendeu hoje.

— Hoje, na aula de português, a professora ensinou o que é ladrão.

— E você entendeu a explicação?

— Entendi tudinho, ela deu um exemplo muito legal.

— E qual é, Juninho?

— É o seguinte, vovô: eu mexo no bolso da sua calça, encontro sua carteira e dentro dela eu acho 100 reais, aí eu pego tudo para mim sem o senhor saber. O que eu sou?

O avô ficou pensativo e, depois de um minuto, respondeu:

— Você é um mágico!

O neto não entende a resposta.

— Como assim, vovô? Está errado!

— Não, Juninho, é isso mesmo!

— E por quê, vovô?

— Uai, Juninho! Com a aposentadoriazinha que eu ganho, se você achar 100 reais na minha carteira, vai é estar fazendo mágica!


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20 de junho

Um jornalista resolveu ir atrás de seus ídolos e personagens preferidos da infância. E ele viu que o tempo é mais invencível que os super heróis. Veja qual foi o resultado da sua busca: 

Tarzan

Conseguiu transformar a sua floresta em uma reserva ecológica, mas montou uma serralheria clandestina e ganhou grande fortuna com a venda de madeira. Metade da floresta esta destruída. Abandonou a Jane e assumiu definitivamente a sua relação com a Chita. Ainda briga com o crocodilo, mas morre de medo do leão… do Imposto de Renda. Procurado por nossa reportagem para explicar por que abandonou os ideais de juventude, foi de uma franqueza avassaladora: “Mim rico. Você pobre”. 

Super-Homem

Frequenta um clube gay. Para não ser reconhecido, arranjou um disfarce perfeito: lentes de contato. Uma verde e outra azul. Dizem que está saindo com o Robin. Seu maior inimigo, hoje, é o Batman.

Bela Adormecida

É esotérica. Escreve livros de autoajuda, como “Sonoterapia” e “Interpretação dos Sonhos”, que venderam milhares de exemplares. Apesar disso, tem imensos problemas em casa e sofre de depressão. Está desencantada com seu príncipe encantado, que não trabalha e vive às suas custas. Não se separa para evitar a divisão dos bens. Seria melhor ter dormido para sempre!

Fred Flintstone

Foi abandonado pela esposa, pelos amigos e até pelo Dino, que desapareceu há milhares de anos. Ninguém o suportava, sempre ditando ordens, ou pior, berrando. Os tempos mudaram. Ele não. Anda jogando. Dias atrás perdeu seu carro em uma aposta feita com Roberto Pupo Moreno – quem chegasse na frente ficaria com o carro do outro. Quase venceu, mas a dez metros do fim, uma pedra o atrapalhou: a que leva nos rins. Tem bebido demais, sempre sozinho e triste. Não pronuncia uma única palavra durante toda a noite. Somente de madrugada, quando sai cambaleando pelas ruas, que diz alguma coisa e sua voz ecoa por todo o bairro: “Viiiiilmaaaaa!!!”
Mas ninguém aparece.

Homem-Aranha

Caiu numa rede de intrigas e entrou em crise. Apesar do reumatismo, insiste em continuar subindo os prédios, por isso, arranjou emprego de ascensorista. Seus amigos se afastam cada vez mais devido a seus hábitos repugnantes. Dias atrás, convidado a ir a um restaurante fino, gritou para o garçom: “Cadê a mosca da minha sopa?”

Branca de Neve

Ela se separou do príncipe, pois não aguentava mais as farras que ele fazia com os sete anões, sempre chegando tarde em casa. Fútil, passa as tardes fazendo bronzeamento artificial em academias caras. Tem fixação por espelhos. Sempre acha que está gorda e agora optou pela dieta da maçã. As amigas perguntam: “Você está louca? Quer morrer?”

Gasparzinho

Escreveu o jornalista: “Não foi encontrado pela reportagem”.


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18 de junho
Era um programa de rádio de uma cidadezinha do interior e era um dia de promoção.

O locutor diz:— Atenção, queridos ouvintes! Quem ligar agora e fizer uma frase com uma palavra que não exista no dicionário ganha duas entradas para o cinema.
Em menos de um minuto toca o telefone.— Alô, quem é?
O ouvinte responde:— Sérgio, do Jardim Magnólia.
— Olá, Sérgio! Já conhece a brincadeira?
— Sim, conheço.
— E qual é a sua palavra?
— Ah! A palavra é vaite!
— Vaite? Como escreve?
— V-A-I-T-E.
— Espera um pouco, deixa eu consultar o dicionário… É, realmente esta palavra não existe. Agora faça uma frase com essa palavra e se a frase fizer sentido e descobrirmos o que significa a palavra você ganha!
— Ok, lá vai… Vaite catar! Hahaha!
E nesse momento desliga o telefone.
Locutor:— Que é isso, pessoal! Vamos colaborar! Afinal, há crianças ouvindo… Vamos tentar outra ligação.Nisso o telefone toca.
— Alô! Quem é?
— Joselito, do Perobal!
—  Olá, Joselito… Já conhece a brincadeira? Qual é a sua palavra?
— Eudi.
— Eudi? Como se escreve?
— E-U-D-I.
O locutor pede o o ouvinte esperar um pouco…
— Deixa eu consultar o dicionário… Deixa eu ver… Deixa eu ver… eudema… Eudes…. eudósia… eudiapneustia… eudiapnêustico… É, realmente esta palavra não existe. Agora faça uma frase com essa palavra e se fizer sentido você ganha!
— Ok, lá vai… Sou Eudi novo! E Vaite catar!

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16 de junho

Logo que morre, um famoso político chega ao paraíso e é recepcionado por São Pedro, que estranha o fato e lhe diz:

— Bem, como raramente vemos parlamentares por aqui, não sabemos bem o que fazer com você.

— Não vejo problema, é só me deixar entrar — diz o antigo senador.

— Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores para não permitir isso. Vamos fazer o seguinte: você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.

Assim, São Pedro o acompanha até o elevador, que desce, desce, desce até o Inferno.

A porta abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe, onde seus amigos e outros políticos, todos muito felizes e em traje social, o cumprimentam calorosamente.

Eles jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar, falando sobre os bons tempos em que ficaram ricos à custa do povo.

Quem também está presente é o diabo, um cara muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas. No final do dia, nosso nobre parlamentar sobe para conhecer o Paraíso.

Depois de passar 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando, São Pedro retorna a ele e pergunta:

— E então, qual lugar você escolheu para sua morada eterna?

Depois de pensar por alguns segundos, o político responde, decidido:

— Olha, o Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno.

São Pedro então o leva de volta ao elevador, que desce, desce, desce até o Inferno.

A porta abre e ele se vê  em um cenário horrível, no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo.

Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas, pegando o entulho e colocando em sacos pretos.

O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do senador.

— Não estou entendendo… — gagueja o senador — Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados!

O diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz:

— Ontem estávamos em campanha. Agora já conseguimos o seu voto…


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15 de junho

Um bêbado é abordado às 3 da manhã pela polícia:

O policial pergunta:

  • Para onde vai nesse estado, a esta hora?

O bêbado responde:

  • Vou a uma palestra sobre o abuso do álcool e seus efeitos letais para o organismo, o mau exemplo, as consequências nefastas para a família, bem como o problema que causa na economia familiar e a irresponsabilidade absoluta.

O policial olha sem acreditar e diz?

  • A sério? E quem vai dar uma palestra a esta hora da madrugada?
  • E quem pode ser? … A minha mulher… logo que chegar a casa.

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14 de junho

Quinzinho pergunta ao seu avô Manoel:
– O que é mais importante? O sol ou a lua?
– É a lua! Ela ilumina tudo quando está mais escuro. Graças a ela, nós enxergamos um pouco à noite…
– Mas e o sol?
– O sol para nada serve. Ele brilha de dia, quando tudo está muito claro…


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13 de junho

Um Airbus 380 está cruzando o Atlântico. Voa consistentemente a 800 km / h em 30.000 pés, quando de repente um Eurofighter com Tempo Mach 2 aparece.

O piloto do avião de combate diminui a velocidade, voa ao lado do Airbus e cumprimenta o piloto do avião de passageiros, por rádio: “Voo de Airbus, voo chato, não é? Preste atenção e dê uma olhada aqui!” Ele vira o jato de costas, acelera, rompe a barreira do som, sobe rapidamente a uma altura vertiginosa, apenas para descer quase ao nível do mar em um mergulho de tirar o fôlego.

Ele volta ao lado do Airbus e pergunta: “Bem, como foi isso?”
O piloto da Airbus responde: “Muito impressionante, mas agora dê uma olhada aqui!”.

O piloto de jato observa o Airbus, mas nada acontece. Ele continua a voar teimosamente reto, na mesma velocidade.
Após cinco minutos, o piloto da Airbus transmitiu um rádio: “Bem, o que você me diz agora?”

“O que você fez?” Perguntou ao piloto de caça confuso. “Eu não vi nada impressionante.”

O outro ri e diz: “Levantei-me, estiquei as pernas, fui ao banheiro no fundo do avião, peguei uma xícara de café e um bolinho de canela e marquei encontros com uma bela aeromoça para as próximas três noites – em um hotel 5 estrelas, pago pelo companhia aérea. E agora, o que você acha? “


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3 de junho

Estavam duas freirinhas, já tarde da noite, caminhando pelas ruas de uma cidade em direção ao convento, quando perceberam que estavam sendo seguidas por um tipo grandalhão e mal encarado. 
— Irmã, estamos sendo seguidas! 
— Impressão sua. Vamos dobrar esta esquina para nos certificarmos.
Dobraram a esquina e o homem atrás delas. 
— Que vamos fazer? 
— Andar um pouco mais. 
E ele continuou seguindo as duas, para desespero delas. Até que uma sugere: 
— Irmã, tive uma ideia. Vamos virar na próxima rua e correr uma para cada lado. Quem chegar primeiro ao convento pede socorro. 
E assim o fizeram. Ao chegarem à esquina, dispararam em direções opostas. Uma delas conseguiu chegar ao convento e, ofegante, contou às outras freiras o ocorrido. Todas ficaram apavoradas e já iam chamar a polícia quando aparece a outra freirinha, toda esbaforida. 

— O que houve? 
— Saí correndo e o homem veio atrás de mim. 
— E aí? 
— Chegou um momento que eu virei uma rua e dei de cara com um beco sem saída. Tentei voltar, mas aquele louco já havia chegado. 
— Meu Deus! E depois?! 
— Ele me olhou com uma cara muito maliciosa, sorrindo. Então eu ri também e levantei o hábito até o pescoço. 
— Oh! E o que ele fez? 
— Abaixou as calças até os pés. 
— E daí??
— Daí que mulher de saia levantada corre muito mais que homem de calça abaixada, né?!


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24 de maio

– Padre, perdoe-me porque pequei (voz feminina)
– Diga-me filha – quais são os seus pecados?
– Padre, o demônio da tentação se apoderou de mim, pobre pecadora.
– Como é isso filha?
– É que quando falo com um homem, tenho sensações no corpo que não saberia descrever…
– Filha, apesar de padre, eu também sou um homem…
– Sim, padre, por isso vim confessar-me com o senhor.
– Bem filha, como são essas sensações?
– Não sei bem como explicá-las. Neste momento meu corpo se recusa a ficar de joelhos e necessito ficar mais à vontade.
– Sério?
– Sim, desejo relaxar. O melhor seria deitar-me…
– Filha, deitada como?
– De costas para o piso, até que passe a tensão…
– E que mais?
– É como um sofrimento que não encontro palavras.
– Continue, minha filha.
– Talvez um pouco de calor me alivie..
– Calor?
– Calor padre, calor humano, que traga alívio ao meu padecer…
– E com que frequência tem essa tentação?
– Permanente padre. Por exemplo, neste momento imagino que suas mãos massageando a minha pele me dariam muito alívio…
– Filha!
– Sim padre, me perdoe, mas sinto necessidade de que alguém forte me estreite em seus braços e me dê o alívio de que necessito…
– Por exemplo, eu?
– Sim padre, o senhor é da categoria de homens que imagino poder me aliviar.
– Perdoe-me minha filha, mas preciso saber sua idade…
– Setenta e quatro, padre.
– Filha, vá em paz que o seu problema é reumatismo.


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